Cada maré deixa na vazante uma fina película de lodo da ordem dos décimos de milímetro. Como são duas marés por dia, isso representa ao fim do ano uns 5 cm e ao fim de dez anos 50 cm, meio metro. O cais de Alhos Vedros que há cerca de 50 anos atrás foi um importante entreposto comercial é hoje um local onde apenas com as grandes marés cheias se pode navegar. Factores que agravam o assoreamento, são o fraco caudal do rio, (o estuário do Tejo actualmente mais se assemelha a um golfo marinho) e a poluição. No caso do esteiro de Alhos Vedros, o desassoreamento da caldeira do moinho de maré, assim como a despoluição do rio dos paus, permitiria contribuir para o desassoreamento do esteiro, além de que a caldeira ganharia capacidade para fazer funcionar o moinho de maré. 2 em 1. Duas razões pelas quais a obra deveria ser prioritária.
Quanto à porta de água, a porta tradicional abre automaticamente na enchente e fecha no ínicio da vazante. Combinando com as modernas tecnologias poderia estar programada para abrir automáticamente na maré vazia. Pensando a longo prazo, valeria a pena o investimento.
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