Existiu aqui outrora um vasto pinhal, o pinhal do castanho. Conta a tradição oral, que nas noites de lua cheia aparecia por lá um lobisomem.Durante a primeira década da 3ª república, os pinheiros foram arrancados, contudo, nos primeiros PDMs, planos directores municipais, aquela zona aparecia classificada como RAN (reserva agrícola nacional).
A nova urbanização da Fonte da Prata, começou por ser construída sobre a RAN e numa época em que já existiam estudos que apontavam para o facto de as habitações construídas e em construção, por todo o país, serem muito superiores às necessidades habitacionais da população portuguesa. Teria sido mais sensato apostar na reabilitação urbana da vila de Alhos Vedros.
Este é apenas um exemplo em milhões dos casos onde a ganância do lucro imediato, (lucro decorrentes da especulação imobiliária) prevalece sobre critérios de racionalidade económica e de planeamento do território.
Do velho pinhal resta ainda um pinheiro, solitário, no meio das infra-estruturas urbanísticas, degradadas e abandonadas, de uma paisagem terceiro-mundista. Quanto ao lobisomem não se conhece ninguém que o tenha visto, mas há muita gente que garanta que ele anda aí. E na próxima sexta feira há lua cheia.
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